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2012 - Livro Vermelho 2013

Attalea phalerata Mart. ex Spreng. LC

Informações da avaliação de risco de extinção


Data: 21-05-2012

Criterio:

Avaliador: Pablo Viany Prieto

Revisor: Tainan Messina

Analista(s) de Dados: CNCFlora

Analista(s) SIG:

Especialista(s):


Justificativa

Attalea phalerata apresenta distribuição muito ampla no Brasil, estando presente em quase todas as regiões do país. A espécie ocorre em diversos tipos de vegetação, e é localmente abundante.

Taxonomia atual

Atenção: as informações de taxonomia atuais podem ser diferentes das da data da avaliação.

Nome válido: Attalea phalerata Mart. ex Spreng.;

Família: Arecaceae

Sinônimos:

  • > Scheelea phalerata ;
  • > Attalea hoehnei ;
  • > Attalea excelsa ;
  • > Attalea phalerata var. concinna ;
  • > Scheelea corumbaensis ;
  • > Scheelea martiana ;
  • > Scheelea microspadix ;

Mapa de ocorrência

- Ver metodologia

Informações sobre a espécie


Notas Taxonômicas

Espécie descrita na obra Syst. Veg. (ed. 16) [Spregel] 2: 624. 1825. Conhecida vulgarmente como "acuri", "bacuri" e "uricuri" (Lorenzi et al., 2010).

Dados populacionais

Espécie abundante em capões e matas, compondo uma fitofisionomia homongênea no Pantanal denominada acurizal (Pott; Pott, 1994 apud Lima Júnior, 2007). Giroldo et al. (2009) amostraram 155 indivíduos por hectare em uma floresta no triângulo mineiro, MG. No entanto, 88% dos indivíduos se encontravam nas duas primeiras classes de tamanho e não reprodutivos. Porém, os autores sugerem que a populaçõa encontra-se estável, com indivíduos em todas as classes de tamanho. Teixeira Pinto (2009) amostrou 506 indivíduos em 10 cordilheiras sem efeito de gado desde 2001 na RPPN Fazenda Rio Negro e 485 indivíduos em 10 cordilheiras com criação extensiva de gado no município de Aquidauana, MS. A média de indivíduos jovens (<1,5m) foi muito superior (>95%) em ambas áreas. A autora estudou três espécies e deve que adaptar as parcelas para A. phalerata, devido sua alta densidade. A área total amostrada para a espécie foi de 0,2ha. Laturner et al. (2010) amostraram 129 indivíduos em 0,5ha, na Fazenda Progresso, MT. Os autores comentam que a espécie ocorre em adensamentos em áreas favorecidas pela presença de áreas antropizadas, onde pode se tornar monodominante.

Distribuição

No Brasil a espécie ocorre na Amazônia e Cerrado, nos Estados do Pará, Tocantins, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo (Leitman et al., 2012). Comum no Planalto Central do Pará a São Paulo e no Pantanal Mato-grossense, formando os famosos "acurizais" (Lorenzi et al., 2010). Encontrada desde terras baixas à altitudes superiores a 1.000 m no Andes (OITM, 2011).

Ecologia

Árvore, terrícola (Leitman et al., 2012), de caule solitário, de 5-10m de altura, com inflorescências estaminadas e andróginas na mesma planta, caracterizando o sistema andromonóico (Lorenzi et al., 2010) e floração a partir do mês de julho, podendo estender-se até fevereiro e frutificação, a partir de abril, prolongando-se até dezembro (Salis; Crispim; Branco, 2007). É importante forrageira

Ações de conservação

5.7.1 Captive breeding/Artificial propagation
Situação: on going
Observações: A espécie é cultivada no Jardim Botânico Plantarum (Instituto Plantarum, 2011).

1.2.1.3 Sub-national level
Situação: on going
Observações: A espécie foi considerada "Vulnerável" (VU) na Lista vermelha da flora de São Paulo (SMA-SP, 2004).

Usos

Referências

- PINTAUD, J. C. An Overview of the Taxonomy of Attalea (Arecaceae). , 2008.

- LEITMAN, P.; HENDERSON, A.; NOBLICK, L. ET AL. Arecaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/>. Acesso em: 13 março 2012.

- ANDREAZZI, C. S.; PIRES, A. S.; FERNANDEZ, F. A. S. Mamíferos e Palmeiras Neotropicais: Interações em Paisagens Fragmentadas. Oecologia Brasiliensis, v. 13, n. 4, p. 554-574, 2009.

- LORENZI, H.; NOBLICK, L.; KAHN, F. ET AL. Flora Brasileira - Arecaceae (Palmeiras). Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2010. 384 p.

- INSTITUTO PLANTARUM. Acervo Vivo: Jardim Botânico Plantarum. Disponivel em: <http://www.plantarum.org.br/jardim-botanico>. Acesso em: 13 de Março de 2012.

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- GALETTI, M.; GUIMARÃES JR., P. R. Seed Dispersal of Attalea phalerata (Palmae) by Crested Caracaras (Caracara plancus) in the Pantanal and a Review of Frugivory by Raptors. Ararajuba, v. 12, n. 2, p. 133-135, 2004.

- LIMA JÚNIOR, G. A.; SOUZA, T. R. DE; CUNHA, C. F. DA ET AL. Distribuição Espacial da População de Attalea phalerata (Mart. ex. Spreng), e a Relação com o Solo em uma Floresta Estacional Decidual no Pantanal de Barão de Melgaço, MT, Brasil. , 2007.

- LATURNER, N.; RASSOLIN, P.; POLETO, S. L. ET AL. Estudos Ecológicos de uma População de Attalea phalerata Mart. ex Spreng. (Arecaceae) na Fazenda Progresso-MT. Revista Eletrônica da UNIVAR, n. 3, 2010.

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- SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, SÃO PAULO. SMA-SP. RESOLUçãO SMA N. 48 DE 2004. Lista oficial das espécies da flora do Estado de São Paulo ameaçadas de extinção, Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, SP, 2004.

Como citar

CNCFlora. Attalea phalerata in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Attalea phalerata>. Acesso em .


Última edição por CNCFlora em 21/05/2012 - 12:53:52