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2012 - Livro Vermelho 2013

Maclura brasiliensis (Mart.) Endl. EN

Informações da avaliação de risco de extinção


Data: 12-03-2012

Criterio: B1ab(i,ii,iii)

Avaliador: Massimo Giuseppe Bovini

Revisor: Tainan Messina

Analista(s) de Dados: CNCFlora

Analista(s) SIG:

Especialista(s):


Justificativa

No Brasil a espécie é encontrada nas Restingas do município de Cabo Frio, Rio de Janeiro. Tem EOO de 399,33 km² e está sujeita a uma situação de ameaça. As Restingas da região Sudeste do Brasil apresentam alto grau de impacto por ações antrópicas causado, principalmente, pela especulação imobiliária. Dessa forma, pode-se afirmar que a espécie vem sofrendo drástico declínio em sua área de ocupação, extensão de ocorrência e qualidade do hábitat. Sugerem-se medidas de conservação urgentes para M. brasiliensis.

Taxonomia atual

Atenção: as informações de taxonomia atuais podem ser diferentes das da data da avaliação.

Nome válido: Maclura brasiliensis (Mart.) Endl.;

Família: Moraceae

Mapa de ocorrência

- Ver metodologia

Informações sobre a espécie


Notas Taxonômicas

A IUCN registra o nome da espécie como Maclura braziliensis (World Conservation Monitoring Centre, 1998). Descrição em Pederneiras et al. (2011).

Dados populacionais

Em excursões feitas por Pederneiras et al. (2011) a espécie não foi reencontrada em Cabo Frio.

Distribuição

No Brasil é encontrada apenas no Estado do Rio de Janeiro (Romaniuc Neto et al., 2012), nas restingas de Cabo Frio (Pederneiras et al., 2011). Ocorre de forma disjunta a subpopulações encontradas em Honduras, Venezuela, Bolívia e Peru (Berg, 2001). Ocorre até 1350m de altitude (Berg, 2001).

Ecologia

Liana, arbusto ou árvore (Berg, 2001) encontrada na Mata Atlântica (Romaniuc Neto et al., 2012), em bordas de floresta, ao longo de riachos, florestas secas ("chaco scrub"; Berg, 2001). No Brasil é encontrada apenas nas restinga de Cabo Frio (Pederneiras et al., 2011).

Ameaças

1.4.2 Human settlement
Severidade high
Detalhes As Restingas de Cabo Frio são afetadas pela expansão urbana, queimadas e retirada de madeira (Bohrer et al., 2009).

Ações de conservação

1.2.1.1 International level
Situação: on going
Observações: "Pouco preocupante" (LC) de acordo com o World Conservation Monitoring Centre, 1998 (IUCN, 2011).

Referências

- BOHRER, C.B.A.; DANTAS, H.G.R.; CRONEMBERGER, F.M., ET AL. Mapeamento da Vegetação e do Uso do Solo no Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia, v. 60, n. 1, p. 1-23, 2009.

- BERG, C. C. Moreae, Artocarpeae, and Dorstenia (Moraceae), with Introductions to the Family and Ficus and with Additions and Corrections to Flora Neotropica Monograph 7. Flora Neotropica, v. 83, p. 1-346, 2001.

- CARAUTA, J. P. P. Moráceas do Estado do Rio de Janeiro. Albertoa, v. 4, n. 13, p. 145-194, 1996.

- PEDERNEIRAS, L. C.; COSTA, A. F.; ARAÚJO, D. S. D.; ET AL. Moraceae das Restingas do Estado do Rio de Janeiro. Rodriguésia, v. 62, n. 1, p. 77-92, 2011.

- ROMANIUC NETO, S.; CARAUTA, J. P. P.; VIANNA FILHO, M. D. M.; PEREIRA, R. A. S.; RIBEIRO, J. E. L. D. Moraceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/FB000167>. Acesso em: 24/04/2012.

- WORLD CONSERVATION MONITORING CENTRE. Maclura braziliensis, IUCN 2011. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2011.2, 1998.

Como citar

CNCFlora. Maclura brasiliensis in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Maclura brasiliensis>. Acesso em .


Última edição por CNCFlora em 12/03/2012 - 19:35:38