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2012 - Livro Vermelho 2013

Pitcairnia burle-marxii R.Braga & Sucre CR

Informações da avaliação de risco de extinção


Data: 17-04-2012

Criterio: B1ab(iii,iv)+2ab(iii,iv)

Avaliador: Miguel d'Avila de Moraes

Revisor: Tainan Messina

Analista(s) de Dados: CNCFlora

Analista(s) SIG:

Especialista(s):


Justificativa

Pitcairnia burle-marxii é endêmica do Brasil e ocorre nos Estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, em afloramentos rochosos, acima de 1.000 m de altitude. Apresenta distribuição bastante restrita, tendo sua EOO estimada em 80,40 km² e, devido a sua restrição de ocorrência, está sujeita a uma situação de ameaça. A área de ocorrência de P. burle-marxii está sujeita à invasão de espécies exóticas, como diversos capins africanos de alto poder competitivo. Além disso, a espécie sofre os efeitos da agricultura do entorno, das intensas plantações de eucaliptus e da mineração que, além de reduzirem a área e qualidade do hábitat, afetam diretamente a dinâmica populacional de espécie. Assim, foi avaliada como "Criticamente em perigo" (CR).

Taxonomia atual

Atenção: as informações de taxonomia atuais podem ser diferentes das da data da avaliação.

Nome válido: Pitcairnia burle-marxii R.Braga & Sucre;

Família: Bromeliaceae

Mapa de ocorrência

- Ver metodologia

Informações sobre a espécie


Notas Taxonômicas

A espécie não apresenta afinidade imediata evidente com nenhuma outra espécie do gênero; há, entretanto, um caráter comum com P. glaziovii Baker, que consiste em ser a bainha persistente junto a parte inferior da lâmina, após a queda da rutura transversal, observando-se que o ápice da parte persistente enrola-se em direção à face ventral. P glaziovii é contudo, acaule e bulbiforme, apresentando folhas dimorfas, rígidas e eretas, enquanto P. burle-marxii é uma planta caulescente, de folhas homomorfas, largas e gráceis (Braga; Sucre, 1971).

Dados populacionais

Apesar de não haverem estudos quantificando números de indivíduos desta espécie, as subpopulações de P. burle-marxii formam grandes touceiras (Braga; Sucre, 1971). Forzza (com. pess.) indica que a maior subpopulação conhecida desta espécie se encontra em afloramentos rochosos na divida de Minas Gerais e Espirito Santo, sendo esta localidade possuí muitas plantações de eucalipto no entorno, existem mineradoras e invasão das áreas por capins africanos com alto poder competitivo.

Distribuição

A espécie é endêmica do Brasil, ocorrendo nos estado do Espirito Santo e Minas Gerais (Forzza et al., 2011; Forzza, com. pess.). Há registro de coleta deste táxon a cerca de 1000 m de altitude, no município capixaba de Conceição do Castelo (Martinelli com. pess.; CNCFlora, 2011). Ocorre no Corredor de Biodiversidade Central da Mata Atlântica (Martinelli et al. 2008). Forzza (com. pess.) afirma que a espécie ocorre apenas em altitudes superiores a 1000 m.

Ecologia

Planta rupícola ou saxícola, heliófila (Braga; Sucre, 1971); ocorre em Afloramentos Rochosos (Stehmann et al. 2009), associados ao bioma Mata Atlântica (Martinelli et al. 2008) e afloramentos rochosos sobre os Campos de Altitude entre os estados de Minas Gerais e Espirito Santo (Forzza com. pess.).

Ameaças

1.1.2 Wood plantation
Incidência local
Severidade high
Detalhes Forzza (com. pess.) afirma que a área possuí muitas plantações de eucalipto no entorno.

1.3.1 Mining
Incidência local
Severidade very high
Detalhes Presença de diversas mineradoras de granito, reduzindo os afloramentos rochosos no qual a espécie ocorre (Forzza com. pess.).

1.5 Invasive alien species (directly impacting habitat)
Incidência local
Severidade high
Detalhes A área de ocorrência de P. burle-marxii está sujeita a invasão de espécies exóticas, como diversos capins africanos de alto poder competitivo (Forzza com. pess.).

Ações de conservação

1.2.1.3 Sub-national level
Situação: on going
Observações: A espécie foi considerada "Vulnerável" (VU), em avaliação de risco de extinção empreendida para a flora do Estado do Espirito Santo (Simonelli; Fraga, 2007).

Referências

- FORZZA, R.C. ET AL. Bromeliaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/FB000066>.

- MARTINELLI, G.; VIEIRA, C. M.; GONZÁLEZ, M. ET AL. Bromeliaceae da Mata Atlântica Brasileira: Lista de Espécies, Distribuição e Conservação. Rodriguésia, v. 59, n. 1, 2008.

- STEHMANN, J.R. ET AL. Plantas da Floresta Atlântica. 2009. 515 p.

- FORZZA, R.C. Comunicação da especialista Rafaela C. Forzza, especialista na família Bromeliaceae, para o analista de dados Eduardo Fernandez, Pesquisador do CNCFlora, 2012.

- SIMONELLI, M.; FRAGA, C. N. (ORG.). Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção no Estado do Espírito Santo. Vitória, ES: IPEMA, 2007. 144 p.

- BRAGA, R.; SUCRE, D. Uma nova Pitcairnia (Bromeliaceae) da Flórula Espírito-Santense, Anais da Academia Brasileira de Ciências, v.43, 1971.

Como citar

CNCFlora. Pitcairnia burle-marxii in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Pitcairnia burle-marxii>. Acesso em .


Última edição por CNCFlora em 17/04/2012 - 16:19:45