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2012 - Livro Vermelho 2013

Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman LC

Informações da avaliação de risco de extinção


Data: 05-06-2012

Criterio:

Avaliador: Pablo Viany Prieto

Revisor: Tainan Messina

Analista(s) de Dados: CNCFlora

Analista(s) SIG:

Especialista(s):


Justificativa

Syagrus romanzoffiana é uma espécie amplamente distribuída, bastante frequente e está representada em algumas unidades de conservação (SNUC) de proteção integral.

Taxonomia atual

Atenção: as informações de taxonomia atuais podem ser diferentes das da data da avaliação.

Nome válido: Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman;

Família: Arecaceae

Sinônimos:

  • > Arecastrum romanzoffianum ;
  • > Arecastrum romanzoffianum var. australe ;
  • > Arecastrum romanzoffianum var. ensifolium ;
  • > Arecastrum romanzoffianum var. genuinum ;
  • > Arecastrum romanzoffianum var. micropindo ;
  • > Cocos acrocomioides ;
  • > Cocos arechavaletana ;
  • > Cocos australis ;
  • > Cocos botryophora var. ensifolia ;
  • > Cocos datil ;
  • > Cocos geriba ;
  • > Cocos martiana ;
  • > Cocos plumosa ;
  • > Cocos romanzoffiana ;
  • > Cocos australis ;
  • > Cocos romanzoffiana var. plumosa ;
  • > Arecastrum romanzoffianum var. romanzoffianum ;

Mapa de ocorrência

- Ver metodologia

Informações sobre a espécie


Notas Taxonômicas

Espécie descrita na obra Fieldiana, Bot. 31: 382. 1968. Conhecida popularmente como "jerivá", "gerivá", "coqueiro-jerivá", "jeribá", "coqueiro", "coco-de-catarro", "coco-babão", "baba-de-boi" e "coco-de-cachorro" (Lorenzi et al., 2010).

Dados populacionais

Segundo Noblick (1996 apud Bernacci, 2001), a espécie é a mais frequente na natureza e em cultivo. Bernacci (2001) observou 766 indivíduos da espécie na floresta paludícola da Reserva Santa Genebra, Campinas, SP. Do total, 32 (4%) eram indivíduos reprodutivos e (92%) estavam entre a fase de plântula e juvenil. Santos; Souza (2007) amostraram 2.579 indivíduos da espécie em 1,25 ha na Estação Experimental Agronômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (área total=11,07 ha). Segundo os autores, 2.175 indivíduos (84,3%) eram plântulas e 343 (13,3%) eram juvenis.

Distribuição

No Brasil a espécie ocorre no Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados da Bahia, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do sul (Leitman et al., 2012).

Ecologia

Espécie arbórea, terrícola, de caule solitário, liso, com 7-15 m de altura e 20-50 cm de diâmetro, de folhas plumosas com folíolos pêndulos e inflorescência longa. Frutifica no verão e as sementes tem alta germinação em três a seis meses (Lorenzi et al., 2010). Já Fleury (2003) afirma que a espécie frutifica durante o ano todo.

Ameaças

8.3 Prey/food base
Detalhes Fleury (2003) estudou o efeito da fragmentação florestal na predação de sementes da espécie. A autora conduziu os estudo em remanescentes de tamanhos variados e concluiu que: fragmentos menores que 20 ha não possuem sementes predadas; fragmentos entre 230 e 380 ha possuem alta taxa de predação de sementes, sendo encontradas em todo remanescente independente do microhábitat e fragmentos maiores que 1.000 ha possuem uma menor taxa de predação e distinções abiótica e bióticas entre microhabitat.

1.1.4.2 Small-holder
Detalhes Segundo Santos; Souza (2007) na área de estudo, o pastejo alterou significativamente a estrutura ontogenética da subpopulação estudada. Na área impactada pelo gado foi encontrada uma maior concentração de indivíduos nos estádios iniciais de plântula e juvenil I e menor proporção de indivíduos nos estádios intermediários. A área protegida do impacto do gado, por sua vez, apresentou menor proporção de juvenis e maior proporção de imaturos.

Ações de conservação

1.2.1.3 Sub-national level
Situação: on going
Observações: A espécie foi considerada "Criticamente em perigo" (CR) ameaçada na Lista vermelha da flora do Espírito Santo (Simonelli; Fraga, 2007).

4.1 Maintenance/Conservation
Situação: on going
Observações: Fleury (2003) afirma que para a conservação da população da espécie em fragmentos florestais com área inferior a 1.000 ha são necessários planos de manejo, como medidas que visem o desenvolvimento de sub-bosque em fragmentos que estejam inteiramente sob o efeito de borda, e a predação de sementes pós-dispersas em fragmentos onde haja forte pressão de predadores de sementes.

4.1 Maintenance/Conservation
Situação: on going
Observações: De acordo com Fleury (2003), a área onde a autora realizou seus estudos (Parque Estadual do Morro do Diabo) é considerada a reserva de Floresta Mesófila Semidecídua melhor protegida do interior do Estado de São Paulo.

5.7.1 Captive breeding/Artificial propagation
Situação: on going
Observações: Sousa et al. (2010) obtiveram resultados positivos na germinação in vitro do pólen da espécie. Os autores ainda indicam o melhor meio de cultura para propagação da espécie.

5.7 Ex situ conservation actions
Situação: on going
Observações: A espécie é cultivada no Jardim Botânico Plantarum (Instituto Plantarum, 2011). Também existem exemplares da espécie no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Leitman, com. pess.).

4.4 Protected areas
Situação: on going
Observações: Segundo Leitman (com. pess.) a espécie está presente em diversas unidades de conservação (SNUC) no Estado do Rio de Janeiro.

Usos

Referências

- LEITMAN, P.; HENDERSON, A.; NOBLICK, L. ET AL. Arecaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/>. Acesso em: 13 março 2012.

- ANDREAZZI, C. S.; PIRES, A. S.; FERNANDEZ, F. A. S. Mamíferos e Palmeiras Neotropicais: Interações em Paisagens Fragmentadas. Oecologia Brasiliensis, v. 13, n. 4, p. 554-574, 2009.

- LORENZI, H.; NOBLICK, L.; KAHN, F. ET AL. Flora Brasileira - Arecaceae (Palmeiras). Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2010. 384 p.

- INSTITUTO PLANTARUM. Acervo Vivo: Jardim Botânico Plantarum. Disponivel em: <http://www.plantarum.org.br/jardim-botanico>. Acesso em: 13 de Março de 2012.

- RIBEIRO, L. F.; CONDE, L. O. M.; TABARELLI, M. Predação e Remoção de Sementes de Cinco Espécies de Palmeiras por Guerlinguetus ingrami (Thomas, 1901) em um Fragmento Urbano de Floresta Atlântica Montana. Revista Árvore, v. 34, n. 4, p. 637-649, 2010.

- LUCIANA SATIKO ARASATO. Contribuição da Modelagem Espacial para o Estudo de Palmeiras: A Euterpe edulis mart. na Mata Atlântica e a Famíilia Arecaceae no Brasil. Dissertação de Mestrado. São José dos Campos, SP: Instituto Nacional de Pesquisas Espacias, INPE, 2011.

- BERNACCI, L. C.; MARTINS, F. R.; SANTOS, F. A. M. DOS. Estrutura de Estádios Ontogenéticos em População Nativa da Palmeira Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman (Arecaceae). Acta Botânica Brasílica, v. 22, n. 1, p. 119-130, 2008.

- SOUSA, V. A. DE; SCHEMBERG, E. A.; AGUIAR, A. V. Germinação In vitro do Pólen de Jerivá (Syagrus romanzoffiana (S.) Cham). Scientia Forestalis, v. 38, n. 86, p. 147-151, 2010.

- MOREIRA, M. A. C.; ANTUNES, S. R. M.; ARRÚA, M. E. P. ET AL. Extração e Caracterização Físico-quimica do Óleo de Jerivà (Syagrus romanzoffiana) Visando a Produção de Biodiesel. , 2011.

- SANTOS, S. F.; SOUZA, A. F. Estrutura Populacional de Syagrus romanzoffiana em uma Floresta Ripícola Sujeita ao Pastejo pelo Gado. Revista Brasileira de Biociências, v. 5, n. 1, p. 591-593, 2007.

- MARINA FLEURY. Efeito da Fragmentação Florestal na Predação de Sementes da Palmeira Jerivá (Syagrus romanzoffiana) em Florestas Semidecíduas do Estado de São Paulo. Dissertação de Mestrado. Piracicaba, SP: Escolla Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de São Paulo, 2003.

- LUÍS C. BERNACCI. Aspectos da Demografia da Plameira Nativa Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman, Jerivá, como Subsídios ao seu Manejo. Tese de Doutorado. Campinas, SP: Universidade Estadual de Campinas, 2001.

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- MARTA SILVANA VOLPATO SCCOTI. Mecanismos de Regeneração Natural em Remanescente de Floresta Estacional Decidual, Santa Maria, RS. Dissertação de Mestrado. Santa Maria, RS: Universidade Federal de Santa Maria, 2009.

- ROMUALO MORELATTO BEGNINI. O Jerivá - Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman (Arecaceae) - Fenologia e Interações com a Fauna no Parque Municipal da Lagoa do Peri, Florianópolis, SC. Trabalho de Conclusão de Curso. Florianópolis, SC: Universidade Federal de Santa Catarina, 2008.

- SIMONELLI, M.; FRAGA, C. N. (ORG.). Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção no Estado do Espírito Santo. Vitória, ES: IPEMA, 2007. 144 p.

Como citar

CNCFlora. Syagrus romanzoffiana in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Syagrus romanzoffiana>. Acesso em .


Última edição por CNCFlora em 05/06/2012 - 19:24:24